A insustentável leveza do azul

Quase 150 anos nos separam do nascimento do jeans. O americano Levi Strauss aderiu o algodão tingido ao uniforme dos trabalhadores de minas em 1853, então patenteando a peça. Pensando nesse item tão familiar no nosso vestuário, trouxemos algumas curiosidades e dados sobre o azul mais familiar da história da moda – e também o mais controverso.

 

Cowboys dos anos 30 e 40

 

— O jeans só foi apresentado aos grandes circuitos da moda quase cem anos após a sua invenção. Em 1970, Calvin Klein foi o primeiro estilista a estrear a peça nas passarelas.

— De acordo com o portal e-cycle, uma pesquisa feito pelo New York Times revelou que uma calça consome cerca de 3,5 mil litros de água durante seu ciclo de vida – de sua fabricação até seu descarte. Além disso, o algodão utiliza 3% da água disponível no planeta e responde por 6% do consumo de pesticidas no mundo.

— Vanessa Schmidt, publicitária que já trabalhou por mais de 8 anos na confecção de jeans, contou ao IBB: “O jeans brasileiro é na maioria das vezes pensado de maneira a valorizar o corpo da mulher. O conforto também é levado em conta, bem como a leveza do tecido, pois vivemos em um país tropical e os denims acima de 12 OZ geralmente são descartados na hora da escolha da base do jeans”.

 

o-JEANS-facebook

 

— De acordo com o site Portais da Moda, o Brasil tem mesmo grande visibilidade internacional nesse campo. Além de termos popularizado a cintura baixa, o nosso país é o maior produtor de tecido jeans do mundo, fabricando em média 25 milhões de metros por mês. Um levantamento da revista Superinteressante também trouxe outro dado curioso: o jeans representa 68% do vestuário fabricado no Brasil, com cerca de 100 milhões de peças vendidas por ano. Ou seja, quase 200 calças jeans consumidas por minuto.

— O Coletivo Verde aponta alguns fatores que caracterizam um jeans sustentável. Entre eles estão: a peça deve ser feita com algodão orgânico e certificado, ou a partir do reaproveitamento de jeans já existente no mercado; deve contar com mão de obra remunerada de acordo com as leis trabalhistas e atenção à segurança do trabalho; a cor precisa advir de tingimento natural.

 

 

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