Brechós: uma alternativa no pós-consumo

O que acontece com a roupa que você não quer mais usar? Na contramão das demais indústrias, a moda possui bens de pós-consumo diferentes. Muitas vezes a sua vida útil é definida pelas tendências – e não pelo seu desgaste.

Hoje existem soluções que podem ser adotadas para que esse ciclo se torne cada vez mais sustentável. Uma delas é o brechó, que nos últimos tempos se populariza como uma alternativa ao consumo (e consequentemente o seu pós) desenfreado.

 

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O consumo em brechós se torna uma alternativa interessante e sustentável no sentido em que busca dar nova vida a peças que já existem. Ou seja, economiza a energia da produção e também resolve a questão do descarte”, conta Renata Fratton Noronha, Coordenadora do Curso de Tecnologia em Design de Moda do SENAC Porto Alegre. A estilista Denise Simonetti lembra de outro detalhe. “As pessoas estão vendo com outra cara a ideia  de ‘usar roupas usadas’. Não é mais algo pejorativo, e sim algo consciente. Uma roupa com historia”, acrescenta.

Mais do que uma moda, será esse tipo de comportamento uma “ideologia”? Denise acredita que sim: “Atualmente é uma tendêcia forte ser consciente, único e exclusivo”. Ou seja, muito mais do que uma tendência passageira, a ideia de incluir novos comportamentos na hora de diminuir o impacto de consumo é uma mudança perene de consciência do que acontecerá no amanhã.

 

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Renata divide opinião semelhante. “Não acredito que consumidores de brechó sigam tendências. Especialmente pela questão que envolve a roupa usada: é preciso reconhecer o tecido, a modelagem, o ‘passado’ da peça”. A professora ainda complementa. “Moda e consumo são termos quase indissociáveis. Acredito em um consumo mais consciente, mais crítico, atento a todas as etapas e atores envolvidos na produção”.

Enquanto a consciência sustentável avança na indústria, o consumidor se mostra um personagem ativo dessa ideia. Seja na hora de consumir ou re-consumir peças que já passearam em outros guarda-roupas.”Pós-consumo para mim também é estar consciente do mundo atual, estar atenta ao que irá acontecer futuramente. E de alguma maneira atenuar  esse ciclo vicioso e nada sustentável”, afirma Denise.  “Se a consciência for verdadeira essa tendencia irá ficar.  Porque dai se tornará um estilo de vida, ideologia. Não apenas modinha”, completa.

 

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