Como estamos ajudando a desenvolver a economia circular de embalagens plásticas do Brasil

Como estamos ajudando a desenvolver a economia circular de embalagens plásticas do Brasil 18Mar
Sustentabilidade

Assim como muitos países, o Brasil ainda está desenvolvendo sua infraestrutura de coleta de lixo. Isso é essencial para a produção de Resina Pós-Consumo (RPC) de boa qualidade, que retorne ao processo de fabricação, assim “fechando o circuito” e criando uma economia circular para as embalagens plásticas.

Em 2017, assumimos o compromisso público de que, até 2025, todas as nossas embalagens plásticas serão reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis, e 25% delas serão provenientes de plástico reciclado.

Para atingirmos essa meta de conteúdo plástico reciclado, precisamos de uma grande quantidade de RPC. Por isso, em lugares como o Brasil, onde a coleta e a reciclagem ainda estão sendo desenvolvidas, precisamos apoiá-la. E é exatamente isso que estamos fazendo com um reciclador local chamado Wise.

Aqui Gabriela Cescato, que é nossa Gerente de Sustentabilidade de Embalagens para a América Latina e apoiadora da parceria com a Wise, explica a iniciativa.

 

Nós temos a demanda, mas precisamos aumentar a oferta
Em 2016, percebemos que a nossa necessidade de RPC superou muito o que estava disponível e que mesmo o disponível não era de alta qualidade. Para obter a quantidade – e qualidade – necessária, tivemos que ajudar a aumentar a oferta. Basicamente, tivemos que nos envolver na mudança do cenário de reciclagem do país.

Depois de examinar os recicladores locais, identificamos a Wise como o melhor parceiro. Ela tem um enfoque em qualidade e segurança e a cultura da empresa está muito alinhada com o Plano de Sustentabilidade da Unilever.

A Wise é um fornecedor especializado de polietileno reciclado de alta densidade (HDPE), o plástico mais comum utilizado em nossas embalagens de Home Care e Personal Care.

 

Qualidade é essencial
Ao usar a RPC para fabricar embalagens, ela precisa ser de alta qualidade – uma resina “superior” – senão o novo plástico pode apresentar um cheiro estranho, ter um aspecto antiestético ou até mesmo contaminar o produto interno.


Para garantir que a Wise pudesse nos fornecer a qualidade certa de resina, a empresa adaptou o seu processo de produção – com nosso suporte e conhecimento técnico – investindo 2 milhões de euros em um novo sistema de lavagem.


Sabendo que isso nos daria a qualidade que buscávamos, nos comprometemos com um contrato de longo prazo para comprar qualquer volume de RPC que a Wise consiga produzir.

 

Aumentando o volume
Obter a qualidade certa é uma coisa. Preparar garrafas usadas suficientes para alimentar o processo da Wise, para começar, é outro desafio bem diferente.


O Brasil produz cerca de 80 milhões de toneladas de lixo anualmente. Se uma cidade possuir um plano de coleta público, mas o lixo não for separado em reciclável e orgânico, o plástico acaba em um aterro onde ele provavelmente será enterrado, mas poderia ser separado mecanicamente para reciclagem. Em áreas sem serviço de coleta, o plástico e outros resíduos simplesmente acabam sendo despejados no meio ambiente.


De acordo com a CEMPRE (uma organização sem fins lucrativos que promove a reciclagem), cerca de 17% da população tem acesso a um sistema de coleta onde os produtos recicláveis são levados para uma cooperativa ou para empresas privadas para que o material seja separado manualmente.


Após a separação, os plásticos e outros materiais são vendidos para recicladores. A qualidade do lixo que chega às instalações de processamento é altamente dependente da sua origem. O volume maior – do aterro sanitário – chega mais sujo devido à contaminação causada por resíduos orgânicos.


“Nosso principal objetivo é aumentar a demanda por plástico reciclado e isso, por sua vez, aumentará as taxas de reciclagem”.

Gabriela Cescato, Gerente de Sustentabilidade de Embalagens, América Latina

 

O setor inteiro está ganhando força
Este novo modelo está impulsionando nossa implantação de RPC no Brasil e teve início em abril do ano passado com o lançamento da garrafa de três camadas de Seda, com a variante Pretos Luminosos. Esta é a nossa primeira garrafa produzida no país que utiliza mais de 30% de RPC. Atualmente, estamos trabalhando em garrafas com níveis semelhantes – ou superiores – para nossas marcas Dove, TRESemmé e Omo, entre outras.


Estamos envolvidos no cenário de reciclagem do Brasil desde a década de 1990. Por exemplo, através de uma parceria de longa data com o Grupo Pão de Açúcar (Casino), investimos em quase 100 pontos de entrega com todo o material coletado doado para cooperativas.


Nosso principal objetivo é aumentar a demanda por plástico reciclado e isso, por sua vez, aumentará as taxas de reciclagem. Mas nós não estamos fazendo isso sozinhos. No ano passado, nos juntamos a uma rede – administrada pela ABIPLAST, a Associação Brasileira da Indústria do Plástico – que está focada em aumentar as taxas de reciclagem. Isso inclui fabricantes de resinas, convertedores, recicladores, empresas de bens de consumo e cooperativas de catadores.


Ainda é cedo, mas a infraestrutura está se desenvolvendo e a demanda por RPC está crescendo. Além disso, os consumidores estão se tornando mais conscientes da necessidade de reciclar. As oportunidades estão aí para todos se beneficiarem.

 

Fonte: Unilever 

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