Compras online: diferentes perfis, o mesmo objetivo

No Brasil o faturamento dos e-commerces somam um valor milionário, ultrapassando a terceira centena numérica. No topo da lista de vendas? Roupas.

Se por um lado algumas pessoas apostam em uma compra que envolve muita pesquisa, por outro alguns consomem por impulso. Pensando nisso, conversamos com três consumidores de perfis diferentes para entender melhor esse comportamento.

Carol Rebeschini é psicóloga e supera uma fase de compras intensas pela internet, por sites como AliExpress. Hoje ela segue utilizando e-commerce como uma de suas principais formas de consumo, mas prefere ficar nas opções brasileiras. Já Walter Formiga, publicitário, mudou o seu consumo em quase 100%: hoje dificilmente clica para comprar e prefere ver a peça ao vivo.

 

interna

 

Já a designer Pamella Corrêa pondera suas compras pela internet, que segundo ela, exigem algum tempo na frente do teclado: “Passo horas pesquisando: primeiro tendências,  depois valores. Na maioria das vezes já sei o que quero comprar. No meu caso, comprar na internet é muito mais pensado”, conta.

 

O que, como e por que eu compro

“Eu compro na internet porque eu gosto de ver sites em casa. Melhor do que estar caminhando no shopping, por exemplo. Eu nunca fui muito de comprar na rua, me sinto meio intimidada por alguns vendedores”, conta Carol.

“Em minha primeira compra os valores que me motivaram, mas depois a comodidade e praticidade levaram às outras. Na maioria das vezes já sei o que quero comprar. Até hoje comprei apenas sapatos e roupas que possuem o estilo que gosto”, revela Pamella.

“Compro peças mais exclusivas. Tem uma marca que eu adoro, comprei uma peça lá porque tem loja apenas em São Paulo. No resto do Brasil é apenas online”, alega Walter.

 

foto IBB

 

A compra é pensada?

“Depende. Eu ia por impulso, por gostar do produto, independente do valor. Depois eu comecei a ponderar e esperar baixar o preço, tipo saldão. Às vezes eu comprava por necessidade. Hoje eu compro pelo preço baixo mesmo”, diz o publicitário.

Para Pamella, “comprar na internet é muito mais pensado do que no shopping, pois seleciono as peças e vou dando um tempo até ter certeza que vou precisar mesmo e usar tudo que escolhi. Já no shopping acabo vendo promoções e comprando coisas que até hoje nunca usei.”

Carol exemplifica na prática: “Eu agora estou ‘namorando’ um sapato na internet. Mas eu estou pensando ainda. Antes, quando eu comprava em sites como o AliExpress, era muito barato e eu pensava e ‘daí, se não servir, azar’. Agora não.”

 

A moda muda rápido. Aí eu comprava uma coisa que hoje que tá super em alta e quando chegava, três meses depois, já passou a tendência

 

O seu comportamento nessas compras sempre foi igual?

“Eu comecei a me incomodar com o tempo. A moda muda rápido. Aí eu comprava uma coisa que hoje que tá super em alta e quando chegava, três meses depois, já passou a tendência. Não é mais novidade. E com o tempo eu percebi que as roupas não tinham qualidade. Em poucas usadas eu teria que colocar fora”, comenta Carol.

“Diminuí em quase 100% o meu consumo na internet por três motivos: nas compras que eu fazia as peças sempre variavam o tamanho, por mais que eu sempre comprasse o mesmo. Eu sempre tinha que ajustar na costureira. O segundo é que hoje as lojas de departamento ou shopping estão bem mais atraentes. O terceiro motivo é o atraso ou a peça não chegar por motivos de alfândega”, revela Walter.

 

E se não tem e-commerce?

Pamella é quem responde: “Acredito que esse meio de venda é o futuro. A praticidade e a expectativa das compras online geram uma conexão com o consumidor que pra mim pode levar a uma fidelidade muito maior do que a compra em loja física. Quando uma marca que eu gosto muito não possui e-commerce, me sinto desistimulada. Até poderia ir apenas na loja física, mas acho essencial possuir o catálogo de todos produtos online.”

 

 

 

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