Cubino: branding, identidade e sustentabilidade

Branding e identidade tem tudo a ver. Sabendo o que é na essência, uma marca ganha força com características próprias, capazes de encantar clientes e firmar o seu nome no mercado.

Esse é o caminho trilhado pela Cubino, que produz acessórios em couro e feltro de lã, sem nunca deixar de lado a preocupação com a sustentabilidade. Com produtos sem gênero e neutros, eles provam que na moda, simplicidade e luxo são sinônimos.

Micaela Ferreira, uma das designers por trás da marca, nos contou um pouco mais sobre como mantém a sua cadeia de produção saudável, e como a tradução de um estilo de vida pode ser a chave para sucesso.

 

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Vocês trouxeram realmente o estilo de vida de vocês para dentro da marca. O quanto isso tem a ver com a identidade da Cubino?

Na verdade isso é exatamente a essência da Cubino. Tudo começou com uma vontade de traduzir em produtos/objetos um estilo de vida que estávamos observando a nossa volta. O espírito do tempo já dá sinais da busca por uma vida mais simples, desacelerada, equilibrada e da decadência do fast fashion. Então definimos 6 valores para nortear a criação de todos os nossos produtos.

 

Quais são esses valores?

Simples, que se reflete no design dos produtos e está de acordo com o comportamento que observamos; Unissex, pois nossos produtos não tem gênero, são apenas produtos, para todo mundo usar; Atemporal, porque não queremos que eles fiquem visualmente obsoletos a cada troca de estação; Neutro, já que queremos produtos que combinem com todas as roupas e cores do universo das pessoas; Fair Trade porque incentivamos um comércio justo em toda a nossa cadeia de fornecedores diretos e Produção Local porque incentivamos a indústria local e o feito a mão, além de economizarmos emissões de carbono em transporte de matérias-primas.

 

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Aproveitando o fio da meada… o quão importante é ter uma identidade hoje? O consumidor se preocupa com isso já, em ter uma peça que reflita uma identidade?

Pra gente isso é extremamente importante. Talvez seja justamente a nossa identidade que vai fazer com que os consumidores escolham a nossa marca dentro de um mercado que ainda compete muito com gigantes do fast fashion e produtos massificados importados. A nossa identidade é valorizar a simplicidade, o trabalho feito a mão, local e o consumo consciente. Acreditamos que as pessoas estão se identificando com isso.

 

O movimento slow começou na comida e agora chega no design e na moda. Por que ele surgiu no conceito da marca?

Vimos que poderíamos utilizar o slow design como ferramenta para desacelerar o comportamento através de ações. Valorizar o que é local, contribuir para o bem-estar, estimular a co-criação, o gerenciamento da obsolescência, o prolongamento da vida dos produtos e dos materiais e o compartilhamento de conhecimento.

 

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Uma moda que não seja descartável pede o uso de produtos duráveis – o que é a escolha de vcs. Vocês usam matérias tipicamente locais, como couro e lã. O uso desses materiais foi pensado dessa forma ou sempre foi uma preferência no método de trabalho de vcs?

A escolha de materiais foi juntar o útil ao agradável. Por um lado, sempre gostamos da combinação do couro e do feltro como fator estético. Por outro, nos encontramos num importante polo industrial de couro do Brasil, que conta com matéria-prima de alta qualidade a e mão de obra especializada ao nosso alcance. Estamos sempre em busca de novos materiais com boa durabilidade para desenvolver os produtos que vão compor as nossas próximas linhas no futuro.

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