Entrevista: T-Shirt Factory

“Descontraída, próxima, antenada e sem ‘mimimis’.” A definição não poderia ser melhor. É assim que Eduardo Derrico e Mariana Paku, sócios da T-Shirt Factory definem a própria marca.

Eles fazem camisetas com estampas divertidas, cheias de referências pop – e até uma pitada de crítica social.

Mas muito mais do que um produto, eles mostram que para ganhar o gosto do público, é preciso ter também personalidade. Identidade.

Em um papo eles contam como, de forma despretenciosa, traduziram a essência da Mari e do Edu em uma marca.

 

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O posicionamento de vocês é super divertido, coloquial.  Como nasceu a T-Shirt Factory?

Edu faz administração. Mari, comunicação. Então rola uma complementariedade bacana entre nós. A marca surgiu exatamente de uma forma muito natural. Ninguém fazia esse tipo de camiseta, e queríamos poder comprar. Edu empreende desde muito cedo e Mari sempre foi apaixonada por moda. Juntamos nossas bagagens e nos jogamos no mundo das t-shirts.

 

E a linguagem e o posicionamento de vocês foi feita a partir de uma pesquisa ou é o que vocês são mesmo?

Nenhuma pesquisa oficial. Somos nós, conversando com nossos amigos, literalmente. Na verdade, rola uma pesquisa constante, 24/7. Coisa de feeling mesmo. Vamos vendo o que funciona, o que não funciona, e nos adaptando. E essa linguagem traduz exatamente como queremos estar posicionados na mente dos nossos consumidores: uma marca descontraída, próxima, antenada e sem “mimimis”.

 

[nossa] linguagem traduz exatamente como queremos estar posicionados na mente dos nossos consumidores

 

Recentememente vocês divulgaram um video com o processo por trás da produção das camisetas. Por que acharam isso importante?

Gostamos muito da ideia de “fazer para os outros o que gostaríamos que fizessem pra nós”. E levamos essa visão para absolutamente tudo o que fazemos na marca — inclusive a criação dela. Começamos a TSF porque queríamos poder comprar na nossa loja (risos). Como somos uma marca online, procuramos sempre formas de nos humanizar e trazer o consumidor mais pertinho da gente — criamos nosso Snapchat justamente pra isso, pra poderem acompanhar os bastidores da empresa. Somado a isso, pra nós sempre foi muito natural a vontade de saber por onde passam as roupas que compramos antes de chegarem nas nossas mãos. Curiosidade mesmo. Então pensamos: nossos clientes também devem querer saber.

 

 

Quem faz as peças de vocês? Do processo de produção da camisa até a serigrafia?

Trabalhamos com uma confecção e estamparia aqui em São Paulo e acompanhamos o processo de produção das peças desde a escolha do tecido até o corte e costura. Achamos essencial não só sabermos como as etapas acontecem mas também conhecermos os envolvidos nesses processos.

 

Em uma conversa com o João Pimenta, ele disse que a pessoa que faz a roupa deixa a essência, a alma dela ali na peça, e por isso é importante pensar sempre na hora de comprar. Recentemente alguns movimentos, como o Fashion Revolution, começaram a mostrar quem está por trás das roupas que usamos. O que acham desse tipo de comportamento?

Em uma cultura tão dependente da ideologia do consumo como a nossa, achamos essencial que o comprador tenha sim interesse em não só procurar saber quem está por trás das peças que estão comprando, mas também como o ato da compra impulsiona e suas escolhas podem compactuar com os processos dessa cadeia.

 

As camisetas são feitas com inspiração em que? Vocês recebem pedidos de clientes?

Nos inspiramos em tudo o que amamos e desperta nosso interesse e criatividade, desde música e filmes até momentos que nos marcaram e impulsionam essa vontade de criar. Recebemos muitas sugestões de clientes com frases e ideias de estampas. É muito bacana ver o envolvimento e apego dos clientes com a marca!

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