Inovação invade São João Batista em Projeto realizado pelo IBB

Inovação é uma palavra que hoje em dia está em voga. O Instituto By Brasil sempre pensou em inovação quando trata de consultorias que pretendem ajudar as empresas a mudarem o seu dia a dia, a trazer um novo olhar, um novo produto ou uma nova forma de fazer antigos processos.

O Instituto By Brasil promoveu o Projeto de Inovação na cidade de São João Batista, em Santa Catarina. O projeto tinha como objetivo principal promover o desenvolvimento de materiais e tecnologias, partindo do ponto de vista que inovação se constrói com a combinação de olhares diferentes, em um trabalho contínuo entre a indústria de materiais e a de produto final, neste caso o calçado, Inovação requer parceria para que o desenvolvimento do novo produto tenha o sucesso esperado.. O projeto conta com a parceria da Assintecal e do Sebrae.

A consultoria foi encabeçada pela designer Flávia Vanelli,  juntamente com Felipe Ost Scherer e Schirley Boozcá, também consultores do IBB. Batemos um papo com ela para entendermos melhor como o trabalho foi desenvolvido e como esse projeto ajudou as empresas da cidade a aplicarem mais inovação em seus processos e produtos. Confira a entrevista abaixo:

1 – Como surgiu a ideia do projeto e como ele funcionou?
Tivemos a de dar contorno ao processo de desenvolvimento colaborativo de novos produtos incorporando métodos, técnicas e ferramentas de inovação. Partimos do ponto de vista de que inovação se constrói com a combinação de olhares diferentes, atuando em rede, em um trabalho contínuo. Adotamos como linha mestra o Design Thinking (DT), modelo mental que surgiu na década de 70 em Stanford e adotado amplamente em processos de inovação. Essa linha tem como aspecto central a necessidade de multidisciplinaridade, motivo pelo qual encaixou-se perfeitamente no nosso projeto, uma vez que contávamos com uma equipe diversa: líderes da indústria de calçados, de componentes, especialistas em vendas, em design de produto e inovação.

2 – Quais empresas participaram do projeto?
Nesse case tivemos 12 empresas entre elas: Injeplan, KS Solados, Vicenzo Metais, Componarte,
Palmplast,RS Fachetes, SCL Sistemas, Azillê, Contramão, Ana Aguiar, Show Rio e Studio 64. Todas do polo de São João Batista.

3 – O que é tratado nas oficinas e de que forma essas empresas usam esses ensinamentos no seu dia a dia?
Iniciamos com o Entendimento da situação. Já sabíamos que o desenvolvimento de novos produtos e materiais era apontado como um dos maiores campos de oportunidade da indústria calçadista, segundo pesquisa realizada pela Assintecal pelo Ibb. Partindo deste campo de oportunidade, exploramos o seu detalhamento por meio da Empatia e da ferramenta Mapa de Empatia. De forma colaborativa indústria de componentes e de calçados construíram uma visão ampliada de suas dores e necessidades quando se tratava de desenvolvimento de produtos inovadores e chegaram a Definir os principais insights e necessidades sobre os quais seriam geradas soluções.

A segunda fase constituiu em trabalharmos na Criação de Novas Ideias para as necessidades já descobertas pelo grande grupo. Utilizamos, então a ferramenta do Scamper para realizar a técnica de Brainstorming para descobrir múltiplas possibilidades de inovar em produto para cada empresa. Além disso, nessa fase identificamos ideias que combinadas às de outras empresas poderiam se transformar em produtos ainda mais poderosos e inovadores.
A fase de Entregar iniciou por Prototipar. Foi intenso e demandou convergir de centenas de ideias para dezenas delas e criar grupos de desenvolvimento com base no potencial de cada empresa e intenção de criação. Foram, então elaborados os conceitos e desenhos dos primeiros protótipos (calçados). Calçadistas e componentes participaram colaborativamente, cocriando o conceito e aspectos físicos do produto, contribuindo com seu expertise e ponderando suas capacidades técnicas para viabilizar produto. Após a criação do design dos calçados idealizados, foi iniciada a ultima etapa. Testar envolve tanto os testes técnicos de produzir um exemplar do calçado quanto testar se o produto criado será bem aceito pelo mercado. Mercadologicamente utilizamos a ferramenta do Leaning Plan para listar nossas incertezas e testá-las com usuários e compradores potenciais e refinar os produtos de acordo com os feedbacks obtidos. Assim, minimizamos as incertezas antes de lançar o produto no mercado e investir na produção do mesmo.

Um dos cases mais interessantes foi da empresa KS solados que conseguiu reutilizar 50% de pu descartado na composição de novos solados. Além de passar no teste de impressões, os solados ficaram mais leves, característica valiosa no mercado de calçado, principalmente infantil.

Com a palavra, os envolvidos no projeto:

“O uso da metodogia de inovação no desenvolvimento de novos produtos na cadeia calçadista acrescentou muito mais do que conhecimento sobre ferramentas como Mapa de Empatia, ESCAMPER e Learning Plan, adicionou estrutura para gerar riqueza de informações, processá-las e transformá-las em produtos inovadores e conectados com propósitos de suas marcas. Tudo isso sendo feito colaborativamente com uma equipe de experts multidisciplinar contribuiu para obtermos feedbacks positivos do mercado e grande potencial de geração de resultados para as empresas participantes. Foi excelente como consultora poder ter contribuído e, ao mesmo tempo, aprendido com esse projeto.” – Rafaela Sanzi 

“O processo de trabalho para a concepção de produto inovador baseado no modelo colaborativo produz muito mais vantagens, pois potencializa a investigação, a decupagem de referências, a assertividade e a busca por oportunidades de aplicação na prática de comercialização. O trabalho torna-se então um case inovador porque nasce da soma de pontos de vista de áreas como gestão, design e comercialização, minimizando riscos e aumentando o potencial de impacto positivo.”
Flávia Vanelli 

“O projeto teve trabalho de integração do polo entre cadeia produtiva, com uma riqueza de experiência muito grande entre eles, onde resultou a parceria e gerando negócios futuras de trabalho entre a cadeia. O experimento aplicado na área comercial que Innoscience nos concedeu para aplicação junto com lojistas e consumidores foi de grande importâncias para contexto comercial do projeto, de lançar inovação e levar ao mercado para comercializar”
Schirley Booz Sa

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