Moda: informação que se reinventa

A forma como a moda se transforma também depende dos meios pelo qual ela é comunicada. Como abordamos esse mês, as redes sociais marcam uma nova fase na qual empresas e consumidores descobrem a melhor maneira de se posicionar nesse panorama inédito. Nesse contexto, o papel das revistas de moda brasileiras também precisa se adaptar.

Os mais de dez anos de experiência profissional na moda dão a Geni Rodio uma visão plural desse contexto. “É inegável que a internet democratizou a informação de moda de forma muito positiva, permitindo a todos um acesso irrestrito aos movimentos, desfiles e notícias que acontecem mundo afora”. A consultora do IBB também ressalta um dos principais pontos positivos: o baixo custo (muitas vezes até inexistente) ao acesso da informação de moda na web.

 

depender do número de curtidas não significa resultado comercial garantido

 

A empreendedora, no entanto, traz um importante contraponto. “Como toda mudança radical de comportamento, também as perdas foram significativas. É o caso de muitos blogs que atuam apenas com postagens comerciais sem qualquer conteúdo jornalístico, causando prejuízos à mídia especializada”. Da mesma forma, a facilidade de quantificação de alcance das notícias pode nos tornar reféns, segundo Geni. “Depender apenas do número de curtidas para cada uma das suas postagens não significa resultado comercial garantido”.

 

Interna 1

 

Apesar dos altos e baixos, uma análise global ajuda a buscar um refinamento das informações produzidas sobre moda. Segundo Geni, a imprensa especializada brasileira pode achar novos caminhos para se reinventar. Aliada à publicidade, ela crê que revistas podem manter seu status sem perder o caráter contemporâneo:” Com a força de anúncios de grandes marcas, a imprensa escrita das grandes revistas internacionais sofreu menos do que no Brasil. Ela continua tendo um papel muito importante, especialmente na cobertura das semanas de moda”, finaliza.

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