Nova Serrana e o planejamento estratégico

Às vezes, quando o assunto é gestão, alguns temas são difíceis de entender sem um exemplo prático. Victor Barbieratto, consultor do IBB, bateu um papo com a gente sobre sua experiência internacional de mercado.

No entanto, foi um case daqui do Brasil que chamou nossa atenção.

Em 2011, o designer iniciou um projeto no pólo de Nova Serrana, em Minas, famoso pelas cópias e pelos produtos de baixa qualidade. Após alguns anos de muito esforço e presença constante na região, mais de 100 empresas foram atendidas com projetos estratégicos, de produtos, de marca e posicionamento.

 

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Nesse  contexto, a marca de calçados Magia da Terra precisava de consultoria, como conta Victor. “A logomarca da empresa era uma foto, sem aplicações possíveis. Eram desenvolvidos em torno de 80 modelos por coleção, para uma venda expressiva de apenas 20. Os produtos não tinham identidade, se aproveitando de tendências seguidas por fabricantes de todo o País – como a estampa Romero Britto, por exemplo”.

O planejamento focou, então, em criara a nova marca, desenvolvendo uma identidade visual com papelaria, site, caixas e demais pontos de contato com os clientes. “Assim, foi possível gerar maior reconhecimento e posicionamento para a Magia da Terra”, ressalta o especialista em gerenciamento de projetos. O novo logotipo foi aplicado em produtos, tanto no cabedal (em detalhes e palmilha), como nos solados, com novos projetos que seguem o posicionamento e estratégia da empresa.

 

um design inovador e com alma

 

Além do suporte físico, foi preciso produzir um repertório simbólico e conceitual para a marca. “Ensaios com modelos profissionais e estratégias de marketing para divulgação dos novos produtos, orientados por uma estratégia diferenciada”.

 

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Os esforços feitos na região de Nova Serrana se comprovam em dados. Houve um aumento de mais de 37% no volume de vendas de clientes, marcas que passaram a adotar o Design Thinking em todas suas decisões estratégicas. Os materiais utilizados passaram a ser comprados com maior eficiência e todos os processos fabris agora são orientados a uma produção mais sustentável e rentável. “Podemos somar essas alterações administrativas a um design inovador e com alma – características antes não valorizadas pelas empresas que buscavam o lucro a curto prazo”, encerra Victor Barbieratto.

 

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