Novas estratégias para a produção

“Para as empresas, mesmo as pequenas, já não é mais suficiente produzir e vender.” É com essa afirmação que Larissa  Mussi justifica a importância do seu trabalho ao lado do IBB. A designer, junto do colega Enrico Cietta, participou do Projeto de Excelência do Modelo de Negócios para Lidar com o Mercado.

Para crescer, é preciso que a indústria se adapte às novas exigências do mercado. Mas como colocar isso em prática? “É necessário criar um grupo líder de empresas conscientes e abertos às mudanças e melhorias propostas por essa consultoria”, conta a designer.

Em entrevista, a consultora conta um pouco mais do processo da consultoria, que através da análise dos riscos de criação e produção e do desenvolvimento de estratégias busca alternativas para que as empresas possam responder melhor aos clientes e equilibrar a organização.

 

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O projeto beneficiou 10 empresas de Divinópolis-MG. Qual o impacto dessa consultoria no polo como um todo?

O mercado da moda tornou-se sempre mais complicado, inconstante, caro e arriscado. Para as empresas, mesmo as pequenas, já não é mais suficiente produzir e vender.

Deve-se tomar decisões continuamente que permitem à empresa, ao mesmo tempo, de “permanecer no mercado” e de não “desequilibrar a empresa”. E isso exige uma mudança de mentalidade da própria empresa.

Por isso, é necessário criar um grupo líder de empresas conscientes das exigências do atual mercado de moda e abertas às mudanças e melhorias propostas por essa consultoria. As evoluções desse grupo são incentivos para todas as empresas do polo e reflexos de uma nova realidade à qual as empresas precisam se adaptar.

 

Como foi o retorno das empresas ao longo do processo?

É necessário imaginar a empresa de uma forma diferente do passado, olhar para o que ela realmente é e não o que parece. Caso contrário, continuamos a repetir os mesmos erros sem perceber que eles são erros.

É um empenho difícil para uma empresa, porque significa quebrar paradigmas, maneiras de trabalhar que foram adquiridas até agora.

Entretanto, os empresário se mostram muito abertos e disponíves; ou seja, demonstraram um verdadeiro interesse em se capacitarem e em capacitarem as equipes, através do envolvimento dos responsáveis pela criação, produção e comercialização na construção das ferramentas de melhorias – os “painéis de controle”.

 

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A consultoria durou 5 meses. Ao final desse tempo, já existia algum retorno positivo das empresas ou ele será visto a longo prazo?

O projeto propõe estratégias e constrói ferramentas que permitem resultados a curto, médio e longo prazo — o que depende da organização da empresa e da sensibilização de toda equipe.

Mas já estamos muito satisfeitos com os resultados: por exemplo, uma empresa decidiu separar os estoques de produtos da pronta entrega daqueles destinados ao pedido. Isto facilitou a logística e a conclusão do pedido de cada cliente, que antes era “quebrado” pelas compras da pronta entrega. Outra empresa começou a analisar os dados de vendas das lojas, graças à nossa consultoria, e descobriu que muito daquilo que acreditava, na realidade, não era confirmado pelos dados. São apenas dois pequenos exemplos que demonstram como as empresas têm absorvido rapidamente e já estão predispostas a agirem de forma diferente.

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