Novas tecnologias criam corantes sustentáveis feitos de resíduos têxteis e alimentares

Os resíduos das atividades industriais causam sérios prejuízos ao meio ambiente, em especial aos corpos hídricos. Dentre esses resíduos podemos citar os efluentes descartados pelas indústrias têxteis, que se caracterizam por apresentar alta carga de corantes petroquímicos, que são compostos de difícil degradação e altamente tóxicos para o meio ambiente. Uma empresa italiana e outra japonesa desenvolveram corantes sustentáveis feitos de resíduos têxteis e alimentares.

A Officina + 39 é uma empresa têxtil italiana que desenvolveu os pós coloridos Recycrom feitos de roupas usadas e resíduos têxteis. A nova tecnologia desenvolvida pela Officina + 39 utiliza 100% de materiais reciclados para criar cores duradouras com uma aparência natural desbotada. O produto oferece uma gama de pós de pigmentos usando fibras têxteis de roupas usadas e resíduos de fabricação.

Ao transformar resíduos têxteis em pigmentos, a empresa afirma que o Recycrom é o corante mais suave do setor. Através de um processo de produção usando apenas produtos químicos naturais, as fibras de tecido são cristalizadas em um pó fino que pode ser usado como um pigmento para tecidos e roupas feitas de algodão, lã, nylon ou outras fibras naturais e misturas. Pode ser aplicado usando vários métodos, incluindo tingimento por exaustão, imersão, spray, serigrafia e revestimento.

Em contraste com outros corantes, o Recycrom é aplicado como uma suspensão e não como parte de uma solução química. É, portanto, facilmente filtrado em água, cortando custos e impacto ambiental. Como o Recycrom usa materiais 100% reciclados, pode ocorrer uma ligeira variação de cores com produções maiores. No entanto, se necessário, essas inconsistências podem ser ajustadas usando menos de 1% de um corante tradicional. As marcas também podem colaborar com a Officina + 39 para fazer corantes personalizados a partir de seus próprios resíduos e resíduos têxteis. A empresa ganhou o Prêmio Hightex no Munich Fabric Start para o outono / inverno 17/18 pelo produto.

Há grande sinergia entre comida e moda, desde o solo que cresce nossa comida e fibra, até as plantas com as quais podemos comer e tingir tecidos. O projeto Food Textile foi criado pela empresa japonesa Toyoshima Co. visando utilizar os resíduos de vegetais e alimentos remanescentes do processo de fabricação de alimentos. A fonte da coloração do Food Textile são os resíduos de comida que estavam apenas esperando para ser jogados fora. Acesse aqui a loja de produtos do projeto.

A empresa japonesa utiliza tecnologia especial para transformar em corantes os resíduos fornecidos pelos fabricantes de alimentos. Esta tecnologia foi patenteada em todo o mundo e mais de 90% dos corantes são naturais. Os corantes são resistentes ao desbotamento e duram muito tempo. O processo de produção é ecologicamente correto e os três principais participantes do projeto Food Textile são:

1) Toyoshima Co., 2) Um grupo de empresas de alimentos japonesas que fornecem as matérias-primas para as corantes, 3) Uma seleção de empresas parceiras que desenvolvem produtos feitos a partir dos tecidos. O objetivo do Food Textile é criar um sistema que seja sustentável a longo prazo, construindo um processo que permita atrair novos colaboradores para participar de um projeto de negócios voltado para a sustentabilidade.

 

 

Fonte: Stylo Urbano

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