Oriba: empreender não é somente lucrar

Oriba é uma jovem marca voltada para a moda masculina leva a ideia sustentabilidade ao seu papel social: para cada peça de roupa vendida no site, um kit escolar é doado às crianças da ONG Obra do Berço, em Paraisópolis, na Grande São Paulo.

Em um bate-papo, Marcelo, Rodrigo e Paulinho, os três amigos por trás da marca, contam que são unânimes em uma filosofia: é preciso vincular empreendedorismo à transformação social.

 

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De que maneira surgiu a ideia de vincular a criação de uma marca a uma ação social?

Oriba: Como amigos de longa data, sempre discutimos sobre o rumo de nossas vidas em nossos encontros semanais. Talvez tenha sido a nossa crise dos 27 anos. Questionamos como de fato estávamos impactando a sociedade e se a nossa rotina era suficiente para o que buscávamos. Vimos que não, e que podíamos ter algo que trouxesse o preenchimento que buscávamos. Dessas conversas, o que ficou claro é que queríamos algo novo e que pensasse no todo. Com os três formados em Comunicação e sempre trabalhando por indústrias e agências, enxergamos uma oportunidade de unir os dois lados: empreender em algo com potencial de crescimento e lucro e ao mesmo tempo algo que possa tornar-se relevante e impactar diversas pessoas.

 

Qual foi o primeiro passo?

Oriba: Primeiro enxergamos a possibilidade de atuar de modo diferente da tradicional fórmula onde o lucro é o único objetivo. É claro que ele é importante e é através dele que garantimos a sustentabilidade do negócio, mas imprimimos desde o primeiro dia de operação a filosofia e a vontade de trabalhar de forma inovadora, buscando as melhores relações com fornecedores e clientes, pra que juntos possamos trazer algo de positivo na sociedade.

 

E quais os desafios que a Oriba enfrenta?

Oriba: Ao trazermos nossos ideais para todos os pontos de contato da empresa, o principal desafio que temos é sempre manter o bom relacionamento com todos e garantir que os mesmos compartilhem destes ideais. Por isso, mantemos contato e visitas frequentes a todos nossos fornecedores para garantir que discurso e atividades sigam uma mesma direção. Por optarmos trabalhar de forma enxuta, o relacionamento com fornecedores é fundamental para garantir a qualidade esperada dos produtos que a Oriba oferece e a certeza de que nossos pilares sejam incorporados por eles.

 

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Crianças da ONG Obra do Berço recebendo os kits escolares

 

Essa forma de pensar um negócio está ligada às vivências de vocês?

Paulinho Moreira: Curioso desde sempre e entusiasta da moda, decidi largar tudo e participar de algo maior, não em números, mas em impacto social. Criar campanhas publicitárias visando apenas as vendas de produtos que nem eu mesmo comprava já não fazia mais sentido.

Rodrigo Ootani: Já faz um tempo que penso na educação como sendo o único jeito de promover uma mudança positiva na sociedade. Foi no modelo tradicional de geração de lucro que encontrei a melhor maneira de fazer isso acontecer. Acredito muito na importância das empresas privadas como instituições que podem fazer com que as pessoas tenham vidas melhores e a sociedade evolua, mas vejo que o que vivemos hoje está um tanto distorcido. Por isso que foi no modelo que criamos para a Oriba onde pude ver esse ideal mais próximo da realidade. Investir na sociedade e respeitar a todos os envolvidos, seja fornecedores, clientes, funcionários. Não necessariamente alguém precisa perder para outra pessoa ganhar.

Marcelo Collis: Em toda minha vida profissional sempre trabalhei por grandes multinacionais e em cada uma delas vi o grande foco que dão quase que exclusivamente para o resultado. Viajar mundo afora aos poucos também construiu em mim um sentimento de que o meu papel poderia ser algo maior do que um colaborador de uma grande corporação. Nisso, surgiu a vontade de, junto com bons amigos, criar algo em que realmente acredito.

 

 

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