Por que a moda busca nas artes a sua inspiração

A moda também se apropria de outras artes para buscar novas inspirações. Não é incomum ver estilistas e designers que encontram em um livro, filme ou música a ideia central para uma coleção – ou, em alguns casos, uma marca inteira.

Recentemente, a francesa Céline chamou a atenção ao usar a jornalista e escritora norte-americana Joan Didion como o seu novo rosto. Alguns dias depois, a também francesa Saint Laurent divulgou as fotos da nova estrela da sua campanha: a icônica cantora canadense Joni Mitchell.

 

Trazer a música, a literatura ou até outras artes é um dos caminhos para ajudar no entendimento da moda.

 

Já em 1928, a escritora inglesa Virginia Woolf escreveu em Orlando: “Roupas tem, dizem, ofícios mais importantes do que apenas nos manterem quente. Elas mudam a nossa visão de mundo e a visão que o mundo tem de nós”. A escritora, notória pela sua falta de estilo fora dos livros, parece saber muito mais da moda na teoria do que na prática.

“Trazer a música, a literatura ou até outras artes é um dos caminhos para ajudar no entendimento da moda. Podemos usar vários outros signos para comunicá-la. Isso ajuda na aproximação, faz com que você perceba o outro, com suas diferenças e suas preferências”, explica Tatiana Souza, consultora do IBB especializada em design de produto e posicionamento de marca.

 

CemAnosdeSolidao
AmornosTemposdeColera
AlexanderMcQueen
DonnaSummer
GreatExpectations
JoanJett
TheGreatGatsby

 

Outro exemplo desse diálogo é a linha japonesa Jane Marple: suas peças são exclusivamente baseadas em livros da escritora inglesa Agatha Christie. Já a australiana Shaftesbury 21 dá às suas peças apenas nomes de personagens ou lugares encontrados nas páginas de algum dos livros das irmãs Brontë, famosas escritoras inglesas.

Segundo Tatiana, um dos grandes pontos por trás da relação entre moda e outras artes é o trabalho de posicionamento da marca. “Acho que este tipo de ação mostra que tudo é possível e que tudo é permitido uma vez que você está na sua verdade, na sua essência”, diz. “Estereótipos não estão com nada e verdades absolutas também não. As fronteiras foram diluídas: seja você mesmo, fique à vontade, ande no seu ritmo”, completa ela.

 


 

Crédito fotos: 1. tatachristiane.com | 2. luxuriousprototype.com | 3. Frank W. Ockenfels | 4. Fernanda Calfat/Getty I Images | 5. Marcio Madeira/firstVIEW | 6. vogue.com.uk | 7. vogue.com.uk

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