Quando a moda é um veículo do bem

“Sentir frio dói. Eu sei o que é usar uma roupa e estar quente, agasalhada, me sentindo acolhida. Eu quero que as outras pessoas saibam também”. Você já ouviu falar no Amor no Cabide? É com essa frase que uma de suas criadoras, Luana Flôres, explica a essência do projeto. Criado por ela e as amigas Helena Legunes e Laura de Brum, ele tem uma essência muito simples, mas pode fazer toda a diferença.

Elas incentivam que pessoas passem adiante as roupas que não querem mais através de cabides espalhados pelas ruas, que elas chamam de “Pontos de Amor”.

 

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“A gente buscou esse formato pra provocar um tipo de mudança, que é a pessoa que doa algum agasalho no inverno poder doar não só pra quem ela sempre doou, mas pra outras pessoas”, conta Luana.

Olhando para o projeto, levantamos uma questão: muito mais do que proteção e tendência, muitas vezes a moda serve como um vetor de boas ações. “A ideia por trás dessa ação é doar um pouco do nosso amor pra outras pessoas. É olhar pro lado, entender outras necessidades, empatizar com outras necessidades”, pontua a criadora.

 

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Helena ainda completa a ideia da amiga: “Doar roupas que para nós não servem mais gera uma sensação de continuação. Com a roupa você passa também carinho, amor e empatia a quem recebe. A moda é um veículo do bem”. 

Em tempos de frio intenso e chuvas que abalam diversos municípios no Sul do Brasil, percebemos que através de simples ações, como a doação, a moda ganha uma dimensão ainda maior. Agrega ideias, pessoas, sentimentos. E, muito mais importante, é capaz de incentivar a generosidade. “É promover uma corrente de amor, de carinho, de preocupação. E começar a fazer um exercício diferente: olhar para o outro”, finaliza Luana.

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