Trazendo o consumidor para dentro da produção

Nas últimas semanas, a marca americana Target ganhou a mídia de moda com uma coleção em colaboração com um dos designer mais badalados do momento, Eddie Borgo. O motivo ia além do sobrenome por trás da coleção: Borgo e Target deram vida à uma coleção totalmente customizável.

A ideia deu o que falar, mas não é exatamente uma novidade no mundo da moda. Nos últimos tempos, inserir o consumidor dentro da produção de peças se tornou uma prática utilizada por marcas que prezam por uma moda exclusiva e limitada.

 

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Colaboração Target + Eddie Borgo

 

Além da Target, a marca inglesa Knyttan e por aqui a brasileira Schutz também incuiram os seus consumidores dentro do processo de produção através da customização de peças e acessórios. Mas na prática, como essa aproximação afeta de fato nas relação do consumidor com a marca – e, consequentemente, nas vendas?

A designer Thaís Wendling explica com uma brincadeira: “Eu usei da minha criatividade com o que a marca me proporcionou e ficou bonito!”, imagina ela. “Nada como atingir o lado psicológico e sentimental do cliente. É uma possíbilidade de atingir mais pessoas, até mesmo aquelas que não olhavam para a marca antes”.

 

 

Colaboração Target + Eddie Borgo

Colaboração Target + Eddie Borgo

 

“Diga-me e eu esquecerei, mostre-me e talvez eu lembre, envolva-me e eu entenderei.”

Thaís se baseia na citação acima, de Benjamin Franklin, para explicar o quanto a estratégia pode vir a calhar em um momento em que cada vez menos consumidores são fiéis às marcas que consomem.

“Precisamos usar de outras estratégias para inserir ele dentro deste universo. Devido à internet, mídias digitais e quantidade de informação que acumulamos durante um dia, hoje quero ser assim, amanhã de outro jeito e à noite de outro. Assim [incentivando a customização] a marca envolve mais o cliente, faz ele ser parte do time de criadores dele”.

Além de ser um “moldador” do consumo, é importante lembrar também que a mídia exerce um papel fundamental nessa relação, já que é através dela que as histórias ganham popularidade, como lembra a designer. “Por mais que customizar seja antigo, customizar com uma história envolvida junto é diferente. Sempre que a mídia investe em algo com mais força, o mainstream ama”, finaliza.

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