Walter Rodrigues: “Design tem que ter originalidade”

“Só sobrevivem aqueles que se adaptam.” A frase, dita por Darwin — o pai da evolução — , poderia muito bem ter saído da boca de Walter Rodrigues.

Levando a sua experiência para dentro das empresas, o estilista conta com o apoio dos consultores Vinicius Prado, Eugenia Castellanos, Thaís Saueressig, Heloisa Travi, e Joana Dalla Roza para colocar em prática uma de suas crenças: um design original e com identidade.

Na última semana, Walter fechou mais um ano do Projeto Economia Criativa, que busca renovar a indústria enquanto trabalha nessa busca. Em um papo, ele resume e aponta três passos que foram fundamentais para a concretização de um ano positivo para as 10 empresas participantes.

 

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Apresentação dos resultados do projeto em Workshop na Assintecal

 

Pequeno só no tamanho

Uma pequena empresa muitas vezes fica amarrada aos processos e zonas de conforto sem buscar novos caminhos. O Economia Criativa propõe exatamente isso. Eu posso fazer componente de calçados mas eu posso fazer enfeite de casamento. Posso trabalhar para a indústria da malharia mas também posso trabalhar com a indústria do calçado.

Criar coisas novas para os consumidores…é isso que as pessoas querem. Essa é a máxima num ano como 2015, com o cenário que temos para 2016. Até existe uma crise em curso, mas uma crise de criatividade nunca deve existir. Eu talvez vá fabricar menos, ganhar um pouco menos, mas tenho — como indústria e como pessoa — que evoluir o tempo todo.

 

Até existe uma crise em curso, mas uma crise de criatividade nunca deve existir

 

Identidade

Isso é uma tecla que batemos há muitos anos. O design tem que ter originalidade. Em uma mercado tão pulverizado, com produtos em todos os lugares e compras pela internet, só vão sobreviver as empresas que buscarem esse diferencial. O mais importante pra mim é a identidade. Saber quem eu sou, pra quem eu produzo. E buscar referências nesses dois universos e um produto que fale a linguagem desses dois desejos.

 

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Resultado da empresa Joel Rosa, de Bento Gonçalves

 

Valor é algo inestimável

O consumidor vai pagar mais caro por um produto que traga algo pra ele. Uma história, a imagem do local que ele adora. Essas ligações são extremamente importantes para a emoção. Ninguém compra por comprar. Você compra porque te toca. Produto hoje é parte componente e a outra parte é emoção. Entender isso é a chave para o crescimento. Para um Made in Brazil forte e capaz de conquistar novos mercados.

 

Para participar da próxima edição do Projeto, entre em contato com o IBB.

Crédito fotos: Ana Nascimento

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